Petrobras avança em discussão sobre parcerias em refino e em acordo com Eletrobras

                              IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA


A Estatal brasileira, Petrobras, está a poucos passos de concluir as discussões sobre o modelo
para parcerias em refino, entretanto ainda há dúvida se será possível implementa-lo em 2018,
disse presidente da estatal, Pedro Parente, durante evento no Rio de Janeiro.

De acordo com o Presidente da Petrolífera, que negociações
com chineses para parceria na finalização de obras em complexo de refino no Rio
de Janeiro (Comperj) continuam, mas ainda não há prazo para um desfecho.

Parente disse
também que está “bem encaminhado” um acordo com Eletrobras para a
elétrica pagar dívidas de cerca de 20 bilhões de reais pelo fornecimento de
combustíveis usados em térmicas no Norte do país.

“Mas (o acordo) não está
fechado nem formalizado”, disse Parente, 

De acordo com a rede de noticias Reuters, a Eletrobras e Petrobras chegaram a um entendimento sobre
uma dívida que permitirá à elétrica estatal avançar com a privatização de sua
distribuidora de energia responsável pelo fornecimento no Amazonas.

Segundo a fonte, há um
reconhecimento entre as empresas sobre uma dívida de 17 bilhões de reais que a
Eletrobras precisará quitar junto à Petrobras, e agora estão sendo discutidos
“prazo, carência e taxa”. Existe ainda uma cobrança pela Petrobras de
mais 3 bilhões de reais junto à Eletrobras, montante esse que segue alvo de
discussão.



Com relação à situação financeira
da maior Estatal brasileira, Pedro Parente afirmou que, apesar de avanços obtidos em termos de
custos, produção e endividamento, ainda é complexa a situação financeira da
empresa.

Ele disse que a perspectiva é de
que somente em 2022 a empresa esteja em pé de igualdade com as demais
petroleiras mundiais.

Parente destacou que no
fechamento do terceiro trimestre de 2017 a dívida da companhia ainda era
expressiva, de cerca de 90 bilhões de dólares, a maior de uma empresa do setor,
segundo dados da Thomson Reuters. De acordo com ele,

“A nossa dívida no terceiro
tri ainda era de 87 ou 88 bilhões de dólares, e ninguém pode olhar para uma
dívida dessas e achar que a situação da empresa está resolvida" 

"O que a gente vê é que ela
já se reduziu bastante e vai chegar a 2022 a um nível saudável e comparável com
as melhores companhias de óleo e gás do mundo”, adicionou.

Para reduzir custos e
endividamento, a Petrobras tem um ambicioso plano de desinvestimento de 21
bilhões de dólares para o biênio 2017-2018. Para atingir essa meta, a empresa
tem mapeados ativos avaliados em cerca de 45 bilhões de dólares, com potencial
de venda.

Além disso, a empresa tem
fomentado parcerias na exploração e produção com grandes empresas do setor,
como Statoil, Total e Exxon, entre outras.

O CEO da estatal ressaltou que
quer levar o modelo bem sucedido de parcerias no “upstream” para o
“downstream” (refino), mas reiterou que a tarefa está sendo muito
mais complexa do que imaginava.

Além das parcerias, a Petrobras
tenta vender a polêmica refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que esteve
envolvida nos casos de corrupção na empresa e foi alvo de investigações da Lava
Jato.

FONTE:

[1] Matéria sobre a situação financeira da Petrobras, pode ser encontrada em, https://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN1GC2I5-OBRBS

[2] Imagem tirada do site, http://mbqnews.com.br/petrobras-faz-alianca-bilionaria-com-empresa-francesa-contrato-cede-direitos-na-area-do-pre-sal/

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