OPEP entra em conflito para saber como evitar ameaça do Xisto

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                             IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA


A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) está em um momento de conflito entre seus membros, em relação ao preço do barril de
petróleo. De um lado, a Arábia Saudita, quer preços do petróleo a no mínimo US$
70 por barril, e no outro, o Irã, que os quer em torno de US$ 60.

O conflito é
causado pela discussão se o preço de US$ 70 por barril podem estimular um
aumento da produção de óleo de xisto nos Estados Unidos, algo que mudaria drasticamente os preços. Assim, fica em dúvida os limites de produção estabelecidos pela própria OPEP
para evitar queda de preços. 

Atualmente a Opep, a Rússia, que não é membro do cartel, e outros nove produtores estão reduzindo a produção de petróleo em cerca de 1,8 milhão de barris por dia.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), disse no ano passado que a Arábia Saudita
precisava que os preços do petróleo chegassem a US $ 70 o barril em 2018, o que
está acima do preço atual que está na casa dos US$ 60 o barril.

A posição do Irã foi confirmada pelo ministro do petróleo, Bijan
Zanganeh, em entrevista ao The Wall Street Journal.

“Se o
preço saltar (para) cerca de US$ 70, haverá estímulo á produção de petróleo de
xisto nos Estados Unidos”, disse Zanganeh. Os produtores de xisto são mais
ágeis do que os grandes produtores da OPEP, usando técnicas que lhes permitem aumentar
ou diminuir a produção de acordo com o preço do petróleo.

A crescente produção de petróleo dos EUA aumenta o perigo de um excesso de oferta nos mercados mundiais e outra queda nos preços.
A Agência Internacional de Energia (AIE) disse em seu relatório que esperava os Norte Americanos sozinhos conseguissem fornecer quase 60 por cento do crescimento
global da demanda nos próximos cinco anos, e possivelmente mais. 

A AIE disponibilizou
as previsões que mostram quão rapidamente espera que a produção de petróleo dos
EUA cresça, como mostra no gráfico abaixo, com a maior parte do aumento
proveniente do “óleo leve” (LTO), o que significa óleo produzido a
partir de xisto usando perfuração horizontal e fraturamento hidráulico. 

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                         Fonte: Agência Internacional de Energia

A Arábia Saudita minimizou a capacidade do xisto de modificar os
mercados e destacou a aliança da OPEP com o maior produtor de petróleo do
mundo, a Rússia, como saída para evitar a maior produção nos EUA.

De Acordo com Financial Times, o ministro saudita da Energia, Khalid al-Falih, em janeiro no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. 

“Não perco
o sono com receio do óleo de xisto”, No
mês seguinte, Falih disse que a OPEP manteria seus limites de produção este ano,
mesmo que isso significasse que os estoques de petróleo caíam abaixo da demanda
– observações que provocaram aumento dos preços do petróleo.

João Vitor Souza Santos
Graduando em Engenharia de Petróleo
Diretor de Projetos do Portal do Petroleiro

FONTE:
[1] Matéria sobre CERAWeek, pode ser encontrada em, https://www.ft.com/content/ed5b3b7a-2547-11e8-b27e-cc62a39d57a0
[2] Matéria sobre momento do Arábia Saudita, pode ser encontrada em, https://www.ft.com/content/aff55882-2372-11e8-add1-0e8958b189ea
[3] Matéria sobre conflito da Opep, pode ser encontrada em, http://www.tnpetroleo.com.br/noticia/opep-se-divide-sobre-melhor-preco-do-petroleo-para-evitar-ameaca-do-xisto/

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