Plataformas Autoeleváveis: O que você provavelmente não sabe


É muito provável que você já tenha visto
ou ouvido falar dos tipos de plataformas petrolíferas. Convenhamos que elas têm
uma beleza incomum e despertam curiosidades.

Você saberia descrever os
constituintes, qual a maior finalidade e o processo de operação de uma
plataforma autoelevável?

A primeira plataforma autoelevável,
também conhecida como jack-up foi
construída em 1954 e, desde então, esse tipo de plataforma é muito comum para a
exploração de petróleo em águas rasas. Está apta a perfurar poços que variam de
5 a 130 metros de lâminas d’água.

Assim como as demais unidades
marítimas, em uma espécie de balsa, estão localizadas todas as facilidades de
operação e de apoio, como a sonda de perfuração, alojamentos, refeitórios,
laboratórios, salas de controle e heliporto.

E, na sua construção, a primeira
parte a ser construída são as anteparas internas do casco, feito de concreto,
possui a forma de um triângulo e em cada vértice é feita uma abertura onde
serão colocados os pés e as pernas treliçadas que sustentam a plataforma. Ao
mesmo tempo, são construídos os pés da estrutura (spud can), a torre de perfuração, as três pernas treliçadas, o
heliponto e as acomodações já citadas. Isso pode ser feito em um estaleiro ou
por empresas terceirizadas.

São plataformas móveis, sendo
transportadas por rebocadores ou com propulsão própria e constituídas basicamente
de uma balsa equipada com estruturas de apoio, como referido anteriormente, ou pernas,
que acionadas mecânica ou hidraulicamente movimentam-se para baixo até
atingirem o fundo do mar. Em seguida, inicia-se a elevação da mesma acima do
nível da água a uma altura segura e fora da ação das ondas.

É uma estrutura offshore altamente
segura, com grande estabilidade devido ao seu sistema estrutural de apoio,
sendo as operações de perfuração semelhantes às realizadas em terra.

Os revestimentos são assentados no
fundo do mar e estendidos até a superfície. Aí é instalado o equipamento de
segurança e controle de poço, também semelhante ao utilizado em terra. Terminada
a perfuração de um poço, o convés da plataforma desce até o nível do mar e a
unidade pode ser rebocada para outra locação.

Devido a essas características, a
maioria das plataformas desse tipo são para perfuração. Existem para produção
também, porém, em menor número.

Suas vantagens e desvantagens estão
resumidas na tabela abaixo.

Apesar da estabilidade e segurança,
deve-se destacar que, estatisticamente, é o tipo de unidade de perfuração
marítima que tem sofrido maior número de acidentes. As operações de elevação e
rebaixamento são críticas e sofrem bastante influência das condições do tempo e
do mar, dificultando a estabilidade e a locomoção. Neste último caso, seções
das pernas devem ser retiradas.

Mas por que no Brasil elas não são
muito utilizadas na atualidade? E qual o cenário global?

Isso se deve ao fato de o petróleo brasileiro
encontrar-se, em sua maioria, em águas profundas e ultraprofundas, o que inviabiliza
o uso desse tipo de sonda. Além disso, há uma dificuldade para licenciar
projetos em águas rasas no país por conta dos órgãos de fiscalização ambiental.
O licenciamento poderia ser custoso e sem garantia de sucesso para águas rasas,
sobretudo em regiões próximas à costa.

Existem no mundo 633 jack-ups de perfuração, mas a queda no
preço do petróleo há alguns anos provocou um forte impacto na exploração de
petróleo, reduzindo a demanda pela mesma. E a previsão é de que a oferta dessas
unidades aumente nos próximos anos.

Lucas Goulart

Diretoria de Projetos Portal do Petroleiro

Graduando em Engenharia de Petróleo

REFERÊNCIAS

Thomas,
J. E. Fundamentos de Engenharia de Petróleo. 2
ed. Rio de Janeiro.
Interciência: Petrobras, 2004.

Artigos
com informações sobre as plataformas autoeleváveis, disponíveis em: <
http://wwwo.metalica.com.br/conheca-os-tipos-de-plataformas-de-petroleo>

<
http://www.projetomemoria.org/2012/09/tipos-de-plataformas/>

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