A classificação estrutural das bacias sedimentares

O estudo a respeito de bacias sedimentares sempre foi de grande importância, devido principalmente pelo seu teor histórico, capaz de nos revelar os processos de formação e a constituição do nosso planeta. Alem disso, sabemos da relevância desses estudos também no campo econômico, pela sua importância na área da mineração e também na produção de petróleo. Com base nisso, é possível se obter diversas informações a respeito das bacias sedimentares, como por exemplo a respeito de suas estruturas.
Estruturalmente, as bacias sedimentares podem ser classificadas em dois tipos: as bacias intracratônicas e as bacias pericratônicas.
As bacias intracratônicas são encontradas no interior de áreas mais estáveis tectonicamente, que podem ser chamadas de crátons. Geralmente, elas são representadas por porções mais antigas da crosta, formadas a mais 2 bilhões de anos. Esse tipo de bacia pode ser dividida em dois outros tipos: sinéclises e fossas de afundamento.
As sinéclises são representadas por feições morfológicas que não sofreram muito com o processo de subsidência se comparada com as áreas ao seu redor. Elas são encontradas sobre a crosta continental tendo um formato parecido com o de um circulo.
As fossas de afundamento são formadas por vales estreitos e longos, que é resultado do rebaixamento dos blocos de falha, delimitados em sistemas de falhas normais. Para as fossas com um tamanho pequeno, é dado o nome de gráben. As fossas tem uma extensão menor que as sinéclises, porém ao contrario da mesma, o tectonismo de subsidência atua fortemente.
Já as bacias pericratônicas se desenvolvem em áreas longas de margem cratônica e tiveram o processo de subsidência atuando de uma maneira relativamente forte sobre ela. É possível encontrar esse tipo de bacia tanto sobre a crosta continental como sobre a crosta oceânica, porém com composições diferentes.
Podemos dizer que a analise estrutural das bacias sedimentares é uma importante forma de se identificar os processos de formação do relevo, tal como as estruturas formadas nos ajudam a entender e visualizar a dinâmica da Terra.

Luan Victor
Diretoria de projetos do portal do petroleiro
Graduando em engenharia de petróleo

Referência:

Suguio, K. Geologia sedimentar. São paulo: Blucher, 2003.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.