O transporte a partir dos processos gravitacionais subaquosos

O transporte dos sedimentos da sua área fonte até o ambiente de deposição pode ocorrer a partir de vários agentes como, por exemplo, o vento, geleiras, marés, etc. Um dos principais agentes que se destaca por participar na formação de rochas sedimentares especificas como os turbiditos é a gravidade, que pode atuar tanto em ambientes subaéreos como também em ambientes subaquosos. Aqui levaremos em consideração somente a atuação gravitacional subaquosa.
Os processos gravitacionais subaquosos são responsáveis pela retirada de uma grande parte dos sedimentos mais grossos que são transportados das margens continentais até as bacias oceânicas. Alguns fatores de dinâmica externa e interna podem induzir a ocorrência desses processos. Desta forma, podemos identificar quatro diferentes formas de atuação: a partir das correntes de turbidez, fluxo de sedimento liquefeito, fluxo granular e fluxo de detritos.

Correntes de turbidez:
as correntes de turbidez talvez sejam o principal exemplo de como o processo gravitacional subaquoso atua. Elas são denominadas desta forma devido aos fluxos que são mantidos sobre porções de uma massa fluida, com uma pequena diferença de densidade, pela ação gravitacional.
Se imaginássemos uma corrente de turbidez como um ser, ele poderia ser constituído de cabeça, pescoço, corpo e calda. A área onde se localiza a cabeça é mais espessa e contém um formato característico e comportamento único. A região do corpo, logo após o pescoço, apresenta um fluxo que é quase totalmente uniforme em espessura. Já na parte da calda, a espessura diminui de uma forma drástica, assim, o fluido se torna mais diluído.

Pelo fato de a  cabeça apresentar uma forma bem definida e um comportamento diferente, o fluxo nessa região se apresenta de maneira interessante. A água transportando os sedimentos se move para frente e para cima através da cabeça, e circula na parte de trás se perdendo, em parte, em redemoinhos. O material mais grosso, volta para sofrer uma recirculação, enquanto isso o material mais fino se junta a nuvem de material diluído que forma a cauda.

Fluxo de sedimento liquefeito:
Para falarmos a respeito dos fluxos de sedimentos liquefeitos, primeiro, é necessário saber que o termo liquefeito pode ser utilizado para representar a expansão de uma camada granular. Desta forma, o fluxo, a partir de uma camada granular, de fluido dirigido para cima, faz com que essa camada se transforme em uma camada expandida, com dispersão concentrada, onde está sendo comportado uma fluido com grande taxa de viscosidade. 

Fluxo granular:
Para que um fluxo granular atue, é necessários que os grãos que irão sofrer com esse acontecimento estejam localizados de forma preferencial em uma declividade entre 18 a mais de 30 graus, que não podem ser encontrados em escala regional nos fundos oceânicos mas também poderiam acontecer em declividades menores. Alguns fluxos granulares já foram presenciados porém dados mais detalhados a respeito dos mesmos ainda não foram produzidos.

Fluxo de detritos:
O fluxo de detritos pode ocorrer tanto em regiões subaéreas como também em regiões subaquosas, entretanto, neste ultimo caso eles são bem menos conhecidos. O que sabemos é que, de modo geral, o fluxo de detritos ocorreria como um movimento declive abaixo de uma mistura de sólidos granulares e argilominerais com água em resposta a ação da gravidade. Durante o período em que as partículas estiverem secas, o atrito interno evitará que ocorra um movimento declive abaixo, porém, se umedecidas durante uma certa tempestade mais intensa,  pode ocorrer a deflagração  do fluxo de detritos.

Luan Victor frança
Diretoria de projetor do portal do petroleiro
Graduando em engenharia de petróleo

Referência:

Suguio, K. Geologia sedimentar. São paulo: Blucher, 2003.

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