Métodos de Elevação Artificial

       O gas lift contínuo consta de injeção contínua de gás a alta pressão na coluna de produção com o objetivo de gaseificar o fluido a partir do ponto de injeção até a superfície. Aumentando-se a RGL (razão gás-líquido) no escoamento vertical, até certo limite, diminui-se o gradiente médio do fluido. Dessa forma, diminui-se a pressão de fluxo no fundo e obtém-se a vazão desejada de produção.

Figura – Método de Gás Lift

       Podemos classificar os métodos de gás lift diferenciando entre três tipos de instalações:

       Instalações abertas: A coluna fica suspensa na cabeça de produção, sem packer e sem válvula de pé. Só pode ser utilizada em poços com boa produtividade e elevada pressão de fundo. Seu uso ocorre quando não é possível descer um packer devido a problemas no revestimento, areia e etc.

       Instalações semifechadas: Existe o packer vedando o anular. Após o descarregamento do poço, não há volta do filho para anular, o nível de fluido no anular permanece estável e o gás injetado não alcança a extremidade da coluna de produção.

       Instalações fechadas: Requer o packer e válvula de pé (colocada na extremidade inferior da coluna de produção). É utilizada em poços que produzem por gás lift intermitente e a finalidade da válvula de pé é evitar que durante a injeção de gás na coluna de produção a pressão do gás injetado empurre para o reservatório parte dos fluidos produzidos.

Figura – Tipo de instalações

       Podemos classificar esses métodos também segundo circuito de injeção, que podem ser:

       Circuito fechado: O gás injetado é recuperado na saída do separador, em superfície é tratado, comprimido e injetado novamente no poço.

Figura – Circuito fechado

       Circuito aberto: O gás é utilizado de um reservatório de gás (ou da capa de gás), separado e queimado no flare ou vendido.

       E também podem classificar segundo o tipo de completação, que pode ser: completação simples ou completação múltipla.

Sophia Paiva
Diretoria de Projetos Portal do Petroleiro
Graduanda em Engenharia de Petróleo

Referências:
THOMAS, José Eduardo et al. (Org.). Fundamentos de Engenharia de Petróleo. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Interciência Ltda., 2001. 271 p.

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