Irã diz que qualquer conflito pode levar o barril a US$100

image

EUA E IRÃ

O
Irã e os Estados Unidos têm apresentado um confronto mais duro, um ano após os americanos terem deixado um acordo nuclear entre iranianos e potências globais
que visava limitar o programa nuclear em troca da retirada de sanções
internacionais.

O presidente americano, Donald Trump, reimpôs as sanções no ano passado e as endureceu em maio, quando ordenou a
todos países que parassem compras de petróleo iraniano. No ultimo mês, os
EUA também sinalizaram um confronto militar, dizendo que estavam enviando forças
extras para o Oriente Médio em resposta a ameaças do Irã.

De acordo com o assessor militar do aiatolá iraniano Ali Khamenei, as  embarcações militares dos
Estados Unidos no Golfo estão sob alcance de mísseis iranianos, alertando que
qualquer conflito entre os dois países pressionaria os preços do petróleo,
levando-os para acima de 100 dólares o barril.

Segunda a rede de noticias FarsUm
importante assessor militar do aiatolá, Yahya Rahim Safavi, disse que
os Estados Unidos têm conhecimento de que suas forças militares na região estão
dentro do alcance de mísseis terrestres de sua Guarda Revolucionária.

“O primeiro tiro
disparado no Golfo Pérsico irá pressionar os preços do petróleo para acima de
100 dólares. Isso seria insuportável para a América, a Europa e os aliados dos
EUA, como Japão e Coreia do Sul”

Trump disse na semana
passada esperar que o Irã possa sentar à mesa de negociações para a obtenção de
um novo acordo. O presidente iraniano
Hassan Rouhani sugeriu no sábado que o Irã pode se dispor a conversas se os EUA
mostrarem respeito, mas disse que o país não será pressionado a negociar.

Situação do Petróleo

O barril de petróleo, já viu seus preços despencarem cerca de 20% comparado com o pico registrado em 2019, no final de abril, com os futuros do petróleo
Brent ameaçando cair abaixo de 60 dólares por barril pela primeira vez desde
janeiro.

As
derrocadas nos preços vêm em meio a uma desaceleração econômica e uma escalada
global de tensões comerciais, especialmente entre Estados Unidos e China.

De acordo com o banco norte-americano Morgan Stanley,

“A contínua escalada das tensões comerciais e uma ampla
queda na indústria… sugerem que os riscos de revisão para baixo no
crescimento estão ficando mais proeminentes”

e o Banco ANZ, 

“Projeções no mercado sobre uma recessão global não
ajudaram o sentimento”

A desaceleração econômica não assusta
apenas os traders do mercado financeiro, que estão retirando dinheiro dos
futuros da commodities de energia para colocá-lo em ativos vistos como seguros, como o ouro.

Ela também está começando a
impactar os preços físicos da energia, conforme consumidores seguram novos
pedidos, em um sinal de que uma desaceleração real já pode ser sentida.

João V.
Diretor de Projetos do Portal do Petroleiro
Graduando em Engenharia de Petróleo

FONTE:

[1] Matéria sobre conflito entre Irã e EUA, pode ser encontrada em, https://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN1ST2CA-OBRWD

[2] Matéria sobre conflito entre Irã e EUA, pode ser encontrada em,https://www.tnpetroleo.com.br/noticia/ira-diz-que-qualquer-conflito-no-golfo-levaria-petroleo-a-mais-de-us100/
[3] Matéria sobre desaceleração econômica, pode ser encontrada em, https://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN1T51PP-OBRBS

Pré-sal faz com que o governo tente mudar regra do teto de gastos

image

                                             IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA


O teto de gastos vai mudar
para permitir à partilha de recursos do pré-sal com Estados e municípios, diz o
secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues.

De acordo com o Estadão, a
equipe econômica do governo vai enviar uma Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) para incluir entre as despesas livres do teto a divisão do bônus do
leilão de petróleo, programada para este ano e que deve render R$ 106,6
bilhões, e a repartição dos royalties de exploração dessas áreas por meio do
Fundo Social do Pré-sal, num programa desenhado para durar 35 anos.

Essa
mudança será feita, pois do contrário, o governo teria de retirar recursos de
outras partes do orçamento para fazer os repasses sem descumprir a regra do
teto, que limita o crescimento das despesas à inflação e tem tido função de segurar
a situação fiscal do país com esses sucessivos déficits. Essa mesma PEC vai
permitir ao governo pagar R$ 33,6 bilhões à Petrobras pela revisão do contrato
de exploração do pré-sal firmado em 2010 sem que isso consuma espaço dentro do
teto.

O teto possui hoje apenas quatro exceções: algumas transferências
a Estados e municípios, créditos extraordinários (feitos para gastos
imprevisíveis), gastos com eleições e aumento de capital de empresas.

Agora, será necessário criar outras três excepcionalidades para
viabilizar o plano de descentralização de recursos empreendido pela equipe do
ministro da Economia, Paulo Guedes.

De acordo com Waldery,

“Eu
não tenho espaço no teto suficiente para essas transferências. São três
excepcionalidades novas. Se não, consome nosso espaço”.

A perspectiva de aprovação da PEC, que requer o apoio de 308
deputados e 49 senadores em dois turnos de votação em cada Casa, está otimista.

O tamanho da divisão dos recursos é justamente o tema das
discussões da equipe econômica com governadores e parlamentares. A
principal repartição que deve ocorrer ainda em 2019 é a do bônus de assinatura
do leilão. Entretanto 

o secretário especial de Fazenda, alerta que a União ainda tem déficit e não
pode abrir mão de muitos recursos no curtíssimo prazo.

Ele
lembra que o governo já precisou contingenciar mais de R$ 30 bilhões no
Orçamento devido à frustração na arrecadação.

“Isso daqui (bônus) é uma âncora para resolver o meu caso. Eu não
posso passar muito (para Estados e municípios), se não eu não fico bem na minha
posição fiscal.”

A
partir de 2020, porém, entra em cena o Plano de Fortalecimento de Estados e
municípios (PFE), que terá duração de 35 anos e vai transferir para os governos
regionais recursos que hoje integram o Fundo Social e são apenas da União.
Esses repasses também começarão em porcentual menor, ainda em discussão, mas
crescerão até chegar a 70% antes desses 35 anos.

O
secretário garante que o objetivo da equipe econômica é chegar a um “novo
patamar” de transferência de recursos para Estados e municípios, mas de maneira
gradual e responsável diante do estresse fiscal a que todos estão submetidos.
Além da divisão do Fundo Social, ele cita o plano que vai conceder R$ 10
bilhões ao ano até 2022 em garantias a novos empréstimos para Estados e
municípios com dificuldades de caixa, em troca de medidas de ajuste. É o
chamado de Plano de Estabilização Fiscal (PEF), cujo projeto deve ser enviado
já nesta semana ao Congresso.

João V.
Diretor de Projetos do Portal do Petroleiro
Graduando em Engenharia de Petróleo 

FONTES:
[1] Matéria sobre teto dos gastos, pode ser encontrada em, https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-quer-mudar-regra-do-teto-de-gastos,70002844751
[2] Matéria sobre mudança do teto dos gastos, pode ser encontrada em, 
https://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/repasse-de-recursos-do-pre-sal-para-os-estados-exigira-mudanca-no-teto-de-gastos.html

EUA preparam sanções contra o gasoduto da Rússia

image

                        Imagem da Construção Offshore do Nord Stream 2


Os EUA estão se preparando para impor sanções ao polêmico gasoduto Nord Stream 2 da Rússia para a Alemanha, advertiu o secretário de energia do governo Trump, visando um projeto que, segundo os críticos, pode ser usado pelo Kremlin como uma arma política. 

De acordoa Reuters, Rick Perry, político dos Estados Unidos filiado ao Partido Republicano disse,

“A oposição ao Nord Stream 2 ainda está bem viva nos Estados Unidos”

e complementou, 

 "O Senado dos Estados Unidos vai aprovar um projeto de lei, a Câmara vai aprová-lo, e ele vai para o presidente e ele vai assiná-lo, o que vai colocar sanções no Nord Stream 2" 

Os oponentes da construção do Nord Stream 2, que custará 9,5 bilhões de euros, irá da Rússia à Alemanha sob o Mar Báltico, temem que Moscou o use para aumentar seu controle sobre o fornecimento de energia na Europa. Principalmente sobre a Ucraniana.

image

                           Figura 1: Mapa do Pipeline Nord Stream 2

Toda essa oposição começou com um novo projeto de lei bipartidário que foi introduzido no Senado dos EUA neste mês. O projeto, patrocinado pelo senador Ted Cruz, republicano, e Jeanne Shaheen, uma democrata, sancionaria empresas envolvidas na colocação de gasodutos de alto-mar para projetos de energia russos, visando diretamente o gasoduto Nord Stream 2, que surgiu como um principal fonte de tensão entre os Estados Unidos e a Alemanha

Qualquer sanção seria um golpe não só para o projeto, mas para a economia russa, dando novo ímpeto a um regime de sanções de cinco anos contra Moscou que cortou algumas de suas maiores empresas de bancos estrangeiros e proibiu muitas de suas maiores proeminentes de fazer negócios no oeste. 

 A Gazprom , grupo energético controlado pelo Kremlin por trás do oleoduto, diz que o Nord Stream 2 é um projeto puramente comercial que aumentará a segurança energética dos consumidores europeus. 

De acordo com o Finanacial Times, os empresários embora estivessem preocupados com a possibilidade de sanções, eles acreditavam que Washington não iria impor medidas, mas apenas aumentaria as ameaças para impedir que empresas ocidentais investissem em futuros projetos russos de energia. 

O

diretor de projetos da Nord Stream 2,  Henning Kothe,  disse que a empresa estava “ciente de que há discussões em andamento nos EUA sobre sanções contra empresas envolvidas no Nord Stream 2”. 

“Nós sabemos que há risco. No entanto, não esperamos que quaisquer sanções sejam impostas. É claro que estamos em contato muito próximo com empresas que trabalham conosco para acompanhar a situação e, se necessário, tomar as decisões necessárias ” 

O Kremlin disse que estava confiante de que o gasoduto seria concluído, independentemente das ações dos EUA.

João V.
Diretor de Projetos do Portal do Petroleiro
Graduando em Engenharia de Petróleo

FONTES:

[1] Matéria sobre sanções americanas ao projeto Nord Stream 2, pode ser encontrada em, https://www.ft.com/content/bf5dd5bc-7ba8-11e9-81d2-f785092ab560
[2] Matéria sobre construção do Nord Stream 2, pode ser encontrada em, https://www.istoedinheiro.com.br/ue-russia-e-ucrania-se-reunem-para-tentar-resolver-conflito-do-gas/
[3] 

Matéria sobre sanções americanas ao projeto Nord Stream 2, pode ser encontrada em,

https://foreignpolicy.com/2019/05/13/us-senate-threatens-sanctions-over-russian-pipeline-nord-stream-two-geopolitics-energy-germany-europe-gazprom/

Arábia Saudita diz que dois navios tanques petroleiros foram atacados

image

                                           IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA


A Arábia Saudita informou que dois de seus navios tanques petroleiros foram atacados
enquanto navegavam em direção ao Golfo Pérsico, aumentando as tensões regionais
à medida que os americanos aumentam a pressão sobre o Irã. 

De acordo com a agência de noticias Saudi, os navios tanques foram
danificados em um “ataque de sabotagem” ao largo da costa dos Emirados
Árabes Unidos no domingo. Os navios estavam se aproximando do Estreito de Hormuz, o ponto de embarque mais importante do mundo para os embarques de
petróleo. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos
divulgou no domingo um ataque a quatro navios comerciais.

image

        Figura 1: Localização do ataque aos petroleiros / Imagem do Financial Times

O estado do incidente
permaneceu incerta, pois nem o reino
Saudita nem os Emirados Árabes Unidos disseram exatamente o que aconteceu ou
identificaram culpados. Os Estados Unidos enviaram na semana
passada um porta-aviões, bombardeiros e mísseis de defesa para a região, em
meio ao agravamento da fricção com o Irã, rival regional da Arábia Saudita. Os
mercados de ações dos Emirados Árabes Unidos registraram seu maior declínio em
mais de três anos.

O
ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih, disse que o incidente
visa

“minar a liberdade
de navegação marítima e a segurança do fornecimento de petróleo a consumidores
em todo o mundo”

Ele pediu a comunidade
internacional a garantir a segurança dos petroleiros

“para mitigar as
consequências adversas de tais incidentes nos mercados de energia e o perigo
que representam para a economia global”

A guerra entre os EUA e o Irã se intensificou neste mês depois que
o presidente Trump acabou com as exceções às sanções dos EUA às vendas de
petróleo iraniano. A República Islâmica ameaçou bloquear as remessas de
petróleo através do Estreito de Hormuz, se os EUA suspenderem as exportações de
energia iranianas e reduzirem suas obrigações sob o acordo nuclear de 2015.

O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos disse
que está investigando o incidente com petroleiros locais e internacionais. E destacou que ninguém
ficou ferido, e nenhum combustível ou produto químico foi derramado.

João V.
Diretor de Projetos do Portal do Petroleiro
Graduando em Engenharia de Petróleo


FONTE:

[1] Matéria sobre ataque aos
navios tanques sauditas, pode ser encontrada em, https://www.ft.com/content/5926a3c8-7536-11e9-be7d-6d846537acab

[2] Matéria sobre ataque aos
navios tanques sauditas, pode ser encontrada em, https://www.worldoil.com/news/2019/5/13/saudi-arabia-claims-oil-tankers-attacked-as-iran-tensions-rise

Catar anuncia saída da Opep

image

           IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA


O Catar anunciou nesta ultima segunda-feira (03/12) que deixará a Opep em janeiro para se concentrar em seus negócios de gás, atacando a Arábia Saudita, e prejudicando esforços para mostrar certa unidade antes do encontro de exportadores do petróleo nesta semana que visa reverter a queda de preços.

O Catar, está na organização desde 1961, é um dos menores produtores de petróleo entre os membros da Opep,  respondendo por menos de 2% da produção total, como mostra o gráfico abaixo, mas é o maior exportador mundial de gás natural liquefeito (GNL), está envolvida em uma disputa diplomática prolongada com a Arábia Saudita e alguns outros Estados árabes.

image

          FONTE: Agência Internacional de Energia/ Gráfico de Bloomberg

O governo informou que sua decisão não foi motivada por política, mas, em um aparente ataque aos sauditas, o ministro de Estado para Assuntos Energéticos, Saad al-Kaabi, disse: 

“Não estamos dizendo que vamos sair do setor petrolífero, mas isso é controlado por um organização gerida por um país”. Ele não nomeou a nação.

De acordo com Al-Kaabi a decisão de Doha “foi comunicada à Opep”, mas disse que o Catar participará da reunião do grupo na quinta e na sexta, e cumprirá seus compromissos.

Ele disse que Doha se concentrará em seu potencial de gás porque não é prático para o Catar “colocar esforços, recursos e tempo em uma organização na qual somos um participante muito pequeno, e eu não tenho nada a dizer sobre o que acontece”.

A partida do Catar em circunstâncias muito menos severas é prova do declínio da influência da OPEP em sua forma histórica. Desde que os não-membros começaram a cooperar com o grupo em 2016, as conversações diretas entre a Rússia e a Arábia Saudita freqüentemente ignoram o processo tradicional de tomada de decisões do cartel. O aumento da produção de petróleo na América do Norte também afastou o equilíbrio de poder do Oriente Médio. 

Riad e Moscou têm decidido cada vez mais as políticas de produção, sob pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, na Opep, para reduzir os preços. O Brent está sendo negociado a cerca de 62 dólares por barril, ante 86 dólares em outubro.

De acordo com o ex-ministro da Energia da Argélia e presidente da Opep, Chakib Khelil,

“Isso pode sinalizar um ponto de virada histórica da organização em relação à Rússia, Arábia Saudita e Estados Unidos”

João V.
Graduando em Engenharia de Petróleo
Diretoria de Projetos do Portal do Petroleiro

FONTE:
[1] Matéria sobre saída do Catar da Opep, pode ser encontrada em, https://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN1O20ZO-OBRTP

[2] Matéria sobre saída do Catar da Opep, pode ser encontrada em,
https://www.bloomberg.com/news/articles/2018-12-03/qatar-announces-opec-exit-days-before-pivotal-oil-cuts-meeting

Opep deve cortar produção de petróleo apesar de Trump

                             IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA


De acordo com pesquisa da Bloomberg, a Opep e seus aliados anunciarão cortes de produção para conter uma queda nos preços do petróleo quando se encontrarem na próxima semana, desafiando a pressão do presidente dos EUA, Donald Trump.

Trinta e um dos 36 analistas e traders em uma pesquisa global previram que a coalizão de produtores conhecida como OPEC+, liderada pela Arábia Saudita e Rússia, anunciará cortes de produção quando se reunir em 6 a 7 de dezembro. A estimativa média para o tamanho de o corte foi de 1,1 milhão de barris por dia.

Os preços do petróleo caíram 30 por cento em menos de dois meses devido à preocupação de que o boom da produção de xisto dos EUA e a demanda fraca que foi combinada com uma produção sem precedentes dos sauditas e da Rússia  provocarão um novo superávit no ano que vem. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus parceiros se reunirão em Viena.

Trump pediu repetidamente aos sauditas que trabalhassem para baixar os preços e que poderiam ter uma alavancagem extra agora, enquanto os legisladores norte-americanos ameaçam medidas punitivas contra altos funcionários após o assassinato do jornalista do Washington Post, o saudita Jamal Khashoggi.

No entanto, os resultados da pesquisa sugerem que o reino vai desconsiderar a pressão de seu mais importante aliado político para sustentar a receita enquanto embarca em uma transformação econômica radical em casa e intervém em conflitos no exterior.

De acordo com Helima Croft, estrategista-chefe de commodities da RBC Capital Markets LLC,

“O que Trump está pedindo à Arábia Saudita para fazer é cometer o último ato de autoflagelação – continuar a superoferta de um mercado quando eles estão tendo suas próprias restrições fiscais" 

Do ponto de vista dos fundamentos, contudo, os mercados de petróleo continuam numa posição semelhante à da semana passada, os investidores continuam atentos também a eventuais sinais da disposição de grandes produtores de petróleo de reduzir sua oferta no curto prazo

Diretoria de Projetos Portal do Petroleiro
Graduando em Engenharia de Petróleo

FONTE:

[1] 

OPEC Expected to Cut Oil Output Despite Trump, Survey Show, pode ser encontrada em, https://www.bloomberg.com/news/articles/2018-11-27/opec-expected-to-cut-oil-production-despite-trump-survey-shows

[2] Petróleo se recupera parcialmente, após fortes perdas recentes, pode ser encontrado em, https://www.tnpetroleo.com.br/noticia/petroleo-se-recupera-parcialmente-apos-fortes-perdas-recentes/  

Preço do Petróleo oscila fortemente para baixo

                                IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA


O preço do petróleo deveria estar subindo agora. Com as sanções americanas contra o Irã que entraram em vigor no início deste mês, as exportações desse país, o quarto maior produtor mundial de petróleo bruto no ano passado, devem encolher para perto de zero.

Antecipando a tendência, o preço do Brent, referência internacional, subiu acima de US$ 86 no início de outubro, maior alta em quatro anos, e alguns alertaram para a possibilidade de preços acima de US$ 100 o barril.

Mas, em vez de continuar em alta, desde o dia 8 de novembro a cotação do óleo entrou em ritmo de baixa. O preço do Brent chegou a US$ 62 em novembro. O West Texas Intermediate (WTI), teve o mais prolongado declínio ininterrupto em mais de três décadas. Os preços futuros do petróleo americano caíram 20% em relação ao seu pico recente.

Vários motivos podem ser atribuídos a essa queda, mas os EUA que exerceram o maior efeito desestabilizador. Este ano, o país tornou-se o maior produtor mundial de petróleo bruto. Suas empresas de xisto estão bombeando óleo a uma taxa fenomenal. A produção em agosto foi 23% acima do nível de 12 meses antes.

Mas a indústria do xisto está vinculada a investidores, não a um ministro do petróleo, e a produção pode cair se os preços do petróleo continuarem recuando e os investidores exigirem retornos mais altos. Além de tudo isso, vêm as políticas de Trump, que estão ajudando a empurrar os mercados de petróleo para cá e para lá.

Outras razões para a queda são por conta de fundamentos do mercado. Em outubro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) rebaixou sua previsão de crescimento econômico global. Problemas nos mercados emergentes têm um efeito desproporcional sobre a demanda por petróleo denominado em dólar, à medida que este se torna mais caro ao debilitar as moedas locais.

Mas a recente volatilidade do mercado de petróleo também reflete novas forças, incluindo os limites dos produtores convencionais e o impacto peculiar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), liderada pela Arábia Saudita, aspira manter uma confortável estabilidade. Os preços devem ser altos o suficiente para sustentar os orçamentos de seus membros e razoavelmente baixos para sustentar a demanda global. Mas seu controle declinou.

Existem atualmente três produtores dominantes de petróleo: Estados Unidos, Arábia Saudita e Rússia, dos quais apenas um é membro. À medida que a indústria de xisto da América explodiu, a Arábia Saudita se voltou para a Rússia para ajudar a coordenar a produção. Seus interesses não estão perfeitamente alinhados. 

Mas, mesmo que os preços do petróleo caiam, há motivos para pensar que eles poderiam voltar a subir de novo em breve. Mais cortes de produção podem ocorrer no próximo mês, depois que a Opep e seus parceiros se reunirem em Viena. Além da incerteza no Irã, a perturbação na Venezuela, na Líbia, na Nigéria ou no Iraque podem comprimir a oferta global. Esses “cinco frágeis”, como alguns investidores os chamam, responderam por 12% da produção mundial de petróleo de julho a setembro, mais do que a Arábia Saudita.

Diretoria de Projetos Portal do Petroleio

FONTE:
[1] Matéria sobre a volatilidade do mercado de petroleo, pode ser encontrada em, https://www.tnpetroleo.com.br/noticia/politica-dos-eua-faz-preco-do-petroleo-oscilar/

Petróleo em queda, de olho em sinais da Opep, câmbio e Trump

                           IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA


Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta segunda-feira, 12. O contrato em Nova York terminou a sessão na mínima de fechamento desde fevereiro e caiu pelo 11º dia consecutivo, intervalo que é um recorde negativo para o WTI.

A commodity chegou a ser apoiada no início do dia pela perspectiva de redução na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), mas o dólar valorizado e uma declaração crítica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de o cartel reduzir as vendas levaram ao recuo.

O petróleo WTI abriu nessa terça-feira em baixa, em US$ 58,91 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent chegou a cair abaixo dos US$ 70.

Com o câmbio do dólar mais forte, em geral pressiona os contratos, nesse caso, o petróleo fica mais caro para os detentores de outras divisas, o que tende a reduzir o apetite dos investidores.Além disso, o presidente americano usou o Twitter nesta segunda pra reclamar da possibilidade de que a Opep corte a oferta. 

 "Esperamos que a Arábia Saudita e a Opep não cortem a produção de petróleo. Os preços do petróleo deveriam estar muito mais baixos com base na oferta!“

 Após a declaração, os contratos ficaram pressionados e passaram ao território negativo. 

O petróleo atingiu máximas em outubro, com preocupações de que as sanções dos EUA contra o Irã, que entraram em vigor nesta semana, privariam o mercado de volumes substanciais de petróleo, drenando estoques e causando escassez em algumas regiões. Mas outros grandes produtores, como a Arábia Saudita, a Rússia e as empresas de "shale” nos Estados Unidos, aumentaram a produção de forma constante, mais do que compensando a perda de barris iranianos.

FONTE:

[1] Matéria sobre queda do petróleo, pode ser encontrada em, https://www.terra.com.br/economia/petroleo-fecha-em-baixa-de-olho-em-sinais-da-opep-cambio-e-trump,cd47cddeccc3ae57c063ebdf325174fbddbn7vc6.html
[2] 

Matéria sobre queda do petróleo, pode ser encontrada em,

https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/11/09/petroleo-brent-cai-abaixo-de-us-70-pela-primeira-vez-desde-abril.ghtml
[3] Preço do óleo brent, pode ser encontrado em, https://br.investing.com/commodities/brent-oil-streaming-chart

EUA aplicam sanções mas permitirão que oito países sigam importando petróleo do Irã

                               IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA


Após abandonar o acordo nuclear com o Irã assinado em 2015, o presidente norte-americano Donald Trump tem tentado prejudicar a economia iraniana, fortemente dependente do petróleo, para forçar Teerã a recuar não apenas de suas ambições nucleares e em mísseis balísticos, mas também de seu apoio a militantes na Síria, Iêmen, Líbano e outras partes do Oriente Médio.

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, afirmou que seu país resistirá às novas sanções dos Estados Unidos contra seus setores petroleiro e bancário. “Sanções injustas são contra a lei, as resoluções da ONU e os acordos internacionais”, discursou Rouhani. “Portanto, nós iremos orgulhosamente romper as sanções”, prometeu em cadeia nacional de televisão, após as sanções entrarem em vigor.

No Twitter, em uma mensagem para enfatizar sua política de “pressão máxima” sobre o Irã, Trump incluiu uma fotografia de si mesmo que imita pôsteres de cinema com a legenda: “As sanções estão chegando – 5 de novembro”.

A Turquia foi avisada de que será autorizada a seguir comprando temporariamente petróleo do Irã, disse seu ministro de Energia a jornalistas, assim como o Iraque, desde que os pagamentos ao Irã não sejam em dólares norte-americanos, disseram três autoridades iraquianas.

Índia e Coreia do Sul também estão na lista, disse uma fonte com conhecimento do assunto que falou sob a condição de anonimato. Sob a lei dos EUA, as exceções podem durar até 180 dias.

Pompeo disse que Washington garantirá os “waivers” aos oito importadores apenas porque “eles demonstraram reduções significativas em suas (compras) de petróleo e cooperação em muitas outras frentes.”

Dois deles devem parar as importações e os outros seis devem diminuí-las fortemente, segundo Pompeo.

Ele afirmou posteriormente que o objetivo final é acabar com todas exportações de petróleo do Irã.

Diretoria de Projetos do Portal do Petroleiro

FONTE:

[1] Matéria sobre situação do Irã e EUA com as sanções, podem ser encontrada em, http://www.tnpetroleo.com.br/noticia/vamos-contornar-sancoes-dos-eua-contra-petroleo-e-bancos-diz-ira/
[2] 

Matéria sobre situação do Irã e EUA com as sanções, podem ser encontrada em, https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/11/03/eua-permitirao-que-oito-paises-sigam-importando-petroleo-do-ira-por-enquanto.ghtml

Irã combate sanções americanas anunciando vendas de petróleo a exportadores privados

                           IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA


De acordo com o

site de notícias Shana, o Irã começou, neste ultimo domingo (28/10), a vender petróleo a empresas privadas para exportação, como parte de uma estratégia para conter as sanções norte-americanas que entram em vigor em 4 de novembro e tentar conter as principais exportações do país.

No Irã, o comércio de petróleo bruto é controlado pelo Estado. Antes, as empresas privadas de refino só poderiam comprar petróleo para as exportações de derivados, segundo autoridades. Do 1 milhão de barris oferecido na bolsa de energia, 280.000 barris foram vendidos a 74,85 dólares cada, acrescentou a Shana.

O Irã disse em julho que iniciaria as vendas de petróleo para empresas privadas como parte de seus esforços para continuar exportando petróleo e que iria tomar outras medidas para conter as sanções depois que os EUA dissessem a aliados que cortem todas as importações de petróleo iraniano a partir de novembro.

A Shana disse que as vendas de cru deste domingo foram realizadas em incrementos de 35.000 barris, sem nomear os compradores.

Washington reintroduziu sanções contra a negociação de moeda iraniana e setores de metais e automotivo do país em agosto, após a retirada dos EUA de um acordo multinacional de 2015 que levantou sanções em troca de limites para o programa nuclear iraniano. As restrições dos EUA às exportações vitais de petróleo do Irã devem entrar em vigor em 4 de novembro.

Diretoria de Projetos do portal do Petroleiro

FONTE:
[1] Matéria sobre venda do Irã, pode ser encontrada em, https://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN1N20L1-OBRBS